domingo, 26 de setembro de 2010






O Labirinto do Milharal


Tu me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, Sl.116:6


Quando penso na palavra “labirinto”, sempre me lembro dos quebra-cabeças de uma revista, nos quais você percorre um caminho até o fim, com um lápis. Eu nunca havia entrado num labirinto de verdade – um deleitoso labirinto de altas plantas, caminhos sinuosos, alamedas sem saída e voltas enganosas. Então, no verão passado, visitei uma plantação de milho com meu neto. Aprendi que um labirinto é como uma piscina. Você não aprende a apreciá-lo sem mergulhar nele. Pés altaneiros de milho me emparedavam. As trilhas pareciam conduzir a todas as direções. Não havia como retroceder; eu tinha que ziguezaguear até a saída a fim de escapar.


Na entrada, fui direto para uma parede de folhagem. Espiando entre elas, vislumbrei o centro do labirinto com seu elevado posto de observação. Tão perto – mas ainda assim tão longe. A menos que a pessoa abra caminho diretamente pelo meio da plantação, chegar ao centro leva tempo. Esse confuso conjunto de caminhos e a pouca visibilidade estavam testando minhas habilidades de um modo como não havia experimentado antes. Esqueci-me do mundo exterior e me perdi com alegria, divertindo-me com meu neto.


Hampton Court, em Londres, é um dos mais famosos labirintos do mundo. E, como qualquer bom labirinto, ele concentra o máximo de trilhas na menor área, a fim de aumentar a confusão. Ao mesmo tempo, um labirinto parece apresentar um profundo significado. Percorrer um labirinto é como a nossa jornada pela vida, cheia de voltas erradas, becos sem saída e um alvo que aparentemente foge de nós.


Ao recapitular minha vida, lembro-me de ocasiões em que me senti como se estivesse perdida num labirinto do qual não conseguia sair. Mas dou graças ao meu Senhor porque Ele não desiste de mim. Quando nos defrontamos com algumas impossibilidades labirínticas, podemos clamar ao Deus operador de maravilhas, o qual nos providenciará uma saída. Quando estou sendo testada, procuro recordar que há muitas promessas na Bíblia. Gerações já comprovaram sua confiabilidade, e posso fazer o mesmo.


Se você está passando por entre muros altos e labirintos sinuosos, nunca hesite em abrir o coração a Deus. Você verá que a oração é a rota mais curta entre o seu coração e o de Deus. Você está no caminho certo!


Vidella McClellan




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quarta-feira, 15 de setembro de 2010


Louvor ao Deus da Criação


No princípio, criou Deus os Céus e a Terra. Gênesis 1:1


A história da criação fascina os cristãos e desafia os descrentes. O próprio conceito de criação está além da compreensão humana. Quando pensamos em criação, automaticamente temos alguma matéria-prima em mente, mas Deus criou a partir do nada.


A própria ideia de um Deus que cria é uma boa notícia para Seus filhos. Se Deus pôde criar árvores, rios, montanhas, animais, aves e peixes – se Deus pôde criar um ser humano do nada, certamente pode criar soluções para todos os nossos desafios na vida.


Muitas vezes, procuramos resolver problemas por conta própria. Passamos noites sem dormir, jogando com os nossos fardos. Passamos dias longos e tristonhos, carregando desafios que não sabemos resolver. Recorremos a pesquisas e inteligência humana. Tudo isso deixa a desejar, porque todas as ideias humanas têm limitações. Corremos em muitas direções, em busca de respostas. Vivemos uma vida estressante; algumas de nós entram em depressão e outras cometem até suicídio. Por quê? Porque os desafios da vida podem ser mesmo esmagadores! Existe uma solução, e apenas uma, para todos os nossos fardos – o Deus da criação.


Hoje, pare e pense em quão poderoso é Deus. Se Deus a criou, bem como a tudo o que há no mundo a partir do nada, não acha que Ele pode criar soluções para os seus desafios? Se Deus criou a mente humana, não acha que é Ele quem pode criar ideias para resolver seus problemas? Se Deus criou seu coração, não pode Ele criar um remédio para consertá-lo, quando estiver partido?


Deus criou, e esse mesmo Deus está parado à porta do seu coração, hoje. Ele deseja criar em você um sorriso novo. Deseja criar em você uma nova maneira de pensar. Deseja criar em você um corpo novo. Deseja criar em você a paz de espírito. Deseja criar em você a felicidade. Deseja criar em você uma alegria genuína. Deseja criar soluções para a sua vida.


Qual é o seu fardo hoje? Qual é o seu desafio de hoje? Quais são as suas perguntas de hoje? Quais são, hoje, as suas necessidades? Você tem um Deus que criou, e o mesmo Deus ainda é capaz de criar. Ele deseja criar em você uma nova pessoa, que esteja em contato com o Seu coração; que dependa da capacidade que Ele tem de criar.


Abra o coração e permita que Deus nele crie soluções.


Earlymay Chibende

quinta-feira, 26 de agosto de 2010


Os Desejos do teu Coração


Tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco. Marcos 11:24.



Minha van, com 320.000 quilômetros rodados, estava desgastada. Uma coisa após a outra começava a estragar. Com certeza, era hora de arranjar outra. Perguntei ao meu filho Larry se ele podia procurar, no leilão, alguma que custasse por volta de 3.000 dólares, porque eu não queria pagar em prestações. Ele voltou com a notícia de que qualquer carro por esse preço não valia grande coisa. Mas o homem com quem ele foi ao leilão disse que tinha uma, na Flórida, semelhante àquilo que eu procurava.


O homem disse que a traria dentro de um mês. Enquanto isso, continuei com minha velha van, economizando dinheiro para a nova. Perto do fim de maio, Larry disse que o homem havia trazido a van, uma Chrysler, que marcava apenas 125.000 quilômetros. Eu havia orado por isso, perguntando a Deus se seria o veículo certo para mim.


Não perguntei qual era a cor. Aposto que você está pensando: Que importa a cor, contanto que tenha quatro rodas e um bom motor que funcione? Talvez seja coisa de mulher, mas comecei a me perguntar qual seria a cor. Até orei a respeito: Não me importo com a cor, contanto que não seja verde. Depois acrescentei: Bordô seria legal. (Minha cor preferida.) Mas não me importo – só não permitas que seja verde. Na minha velha van, havia também um indicador da temperatura externa que eu apreciava, e pensei que sentiria falta dele.


Larry marcou horário para buscar a van na sexta-feira. Ao meio-dia, fui ao banco para buscar um cheque administrativo. Novamente orei: Por favor, permite-me saber que estou fazendo a coisa certa – isto é muito dinheiro para mim. Antes de entrar no banco, liguei para Larry. Ele disse que o horário seria às 16h30, após o meu expediente. Contou-me que havia dirigido a van. Depois me disse: “Mamãe, você vai ficar encantada – é bordô.” Nem consegui acreditar! Imediatamente, pensei no texto: “Ele satisfará os desejos do teu coração” (Salmo 37:4).


Após o expediente, fui ver minha van nova, sabendo que ela realmente seria para mim. Tinha até o indicador de temperatura, assim como o meu veículo antigo.


Muito obrigada, Senhor, por cuidares de mim cada dia e por me suprires todas as necessidades – e até meus desejos. Quero servir-Te melhor cada dia.


Anne Elaine Nelson

segunda-feira, 23 de agosto de 2010


A Incrível Roseira de Deus

Do Seu trono nos Céus o Senhor põe-Se a rir. Salmo 2:4, NVI
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Os matizes dourados e bronzeados da rosa me chamaram imediatamente a atenção. Eles combinariam muito bem com os tijolos beges da nossa igreja. O lugar perfeito para ela seria à direita dos degraus que sobem do estacionamento. Essas reflexões passaram pela minha mente por ocasião da Mostra Anual de Jardinagem, enquanto eu admirava a variedade de roseiras. Encomendei uma para a nossa igreja e aguardei por dois meses que o viveiro me ligasse com a notícia de que minha encomenda havia chegado.


Finalmente! Quando a adquiri, pensei: Como essa roseira ficaria linda no canteiro de rosas, recém-plantado em casa! Depois de mais alguns pensamentos egoístas (Que diferença faria? Posso comprar outra para a igreja), lembrei-me de Safira e Ananias, que prometeram aos discípulos dar para a nova igreja todo o seu ganho com a propriedade que estavam vendendo – e então guardaram parte do dinheiro para si mesmos. E com que trágicas consequências! (Ver Atos 5.)


Embora não achasse que Deus me fulminaria, ainda assim plantei a roseira na igreja. Deus, com certeza, sorriu para ela. Jamais uma roseira produziu tal abundância de flores – dúzias de uma vez, mês após mês. Que beleza! Fiquei muito contente por tê-la plantado na igreja.
Pouco depois, adquiri o mesmo tipo de roseira para meu jardim e a plantei com a mesma atitude: “OK, Senhor; eu a plantei e Tu a farás crescer.”


Às vezes, acho que estou ouvindo o riso de Deus. Tenho certeza de que Ele possui um grande senso de humor (tudo bem se você não concorda comigo), quando vou olhar minha roseira e encontro apenas uma ou duas flores por mês. Acho que Deus me faz lembrar de que Ele abençoa aquilo que Lhe é dado com alegria. A diferença entre as roseiras só pode ser considerada divertida.


Gosto de observar as pessoas que passam, nas manhãs de sábado, e admiram as belas rosas da igreja. Muitos enfermos, confinados em casa, têm recebido ramalhetes das rosas especiais de Deus. Chego (quase) a ouvi-Lo sussurrar: “O que você acha da Minha gloriosa roseira?” Sorrio e me lembro do texto de hoje: “Do Seu trono nos Céus o Senhor põe-Se a rir.”


Dorothy Wainwright Carey

domingo, 15 de agosto de 2010





A Lição de Carolina


Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a Mim. Mateus 19:14



O Sol escaldante havia brilhado tempo demais, cobrindo a área com uma sufocante umidade que sugava o oxigênio do ar. Uma rápida passagem pelo Taco Bell proporcionaria a mim e às minhas duas netas um alívio do calor. Eu sentia o sangue ferver, enquanto lutava para colocar o cinto de segurança na pequena Carolina, de 4 anos de idade. Quando terminei de acomodá-las à mesa, eu suava profusamente e comecei a me sentir enjoada.


– Carol – disse eu –, cuide da sua bebida para não derramar.


Tarde demais. O suco se derramou da cadeira dela como uma cascata, formando uma poça vermelha no chão. Olhei para ela, e ela também parecia sentir calor e desconforto. Rapidamente, peguei alguns guardanapos da mesa e me inclinei para limpar a sujeira.


– Aqui, deixe-me limpar a bagunça que você fez.


Enquanto eu me perguntava como Carol havia conseguido derramar a bebida antes de tomar o primeiro gole, ela indagou em voz baixa:



– Vovó Amy, quando você era pequeninha como eu, você nunca derramou sua bebida?


Sem olhá-la nos olhos, respondi: – Sim, muitas vezes. – Mas não se tratava de uma resposta à pergunta dela, pois enquanto me colocava de joelhos para limpar a sujeira, pude ver claramente Jesus limpando a minha, e meu coração se partiu. Ele Se inclina aos nossos pés e diz, com a maior gentileza: “Aqui, deixe-me limpar a bagunça que você fez com sua vida.” Vez após vez, Ele Se ajoelha amorosamente aos nossos pés, e Seu sangue, como uma cascata, se derrama ao pé da cruz, limpando-nos da culpa dos nossos pecados.

Voluntariamente, bebeu do nosso cálice, para que pudéssemos desfrutar os deleites da Sua justiça.


Entreguei a Carol meu copo cheio, só para receber o seu copo vazio. Meu amor por aquela garotinha me saciou a sede. Sua lição me aqueceu o coração. Jesus Se deleita em trocar Sua justiça por nossos trapos de imundície. É Seu amor por nós que O mantém aos nossos pés, especialmente satisfeito quando aceitamos o oferecimento de Seu cálice de misericórdia infinita. Ele sabe que nós, como criancinhas, temos tanta ansiedade de provar os prazeres do mundo que, na pressa de beber, bagunçamos tudo.


Amy Smith Mapp

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