segunda-feira, 20 de outubro de 2014

"O cimento de sua vida!"


Livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta. Hebreus 12:1

A entrada da garagem e a calçada em frente da nossa casa necessitavam de reforma. Para remover o cimento velho, usamos um trator, caçamba e correntes. Contudo, para enrolar a corrente em torno das peças, os homens tiveram que usar uma miniescavadeira e pés-de-cabra para soltá-las, a fim de terem espaço para rolar a corrente em torno das várias porções do cimento. Remover e descartar o cimento velho consumiu tempo e exigiu um bocado de energia muscular.
Uma vez removidas as pesadas peças de cimento, os carpinteiros puderam começar a preparar as formas nas quais despejar o novo concreto. Eles nivelaram o cascalho e depois usaram uma máquina para compactá-lo. Somente depois puderam dispor os vergalhões para receber o novo concreto. A nova estrutura de cimento conservará seu formato e será mais forte porque tem os vergalhões. Agora estavam prontos para despejar o cimento. Os caminhões trouxeram a mistura e a despejaram nas formas. Com cuidado, os homens nivelaram a mistura. Depois de suficientemente seca, passaram a desempenadeira para deixá-la lisinha. O produto final foi uma entrada de garagem e uma calçada com acabamento perfeito.
Na vida, carregamos muito peso que pode ser comparado com o cimento velho. Muitas vezes, os antigos hábitos e maneiras de fazer as coisas são difíceis de remover, mas precisamos fazê-lo para que não nos incomodem mais. Nós, seres humanos, carregamos velhos rancores, acariciamos crenças que são frequentemente errôneas, e desenvolvemos hábitos irritantes e repulsivos. Removê-los do nosso caráter e vida é difícil, às vezes. Seria maravilhoso se pudéssemos usar pés-de-cabra e escavadeira para soltá-los. Fazer com que um trator as leve embora tornaria o processo muito mais fácil.
Então aparece uma palavra que preferimos não ouvir: mas. Mas – não temos o luxo de usar equipamento pesado e alavancas de metal para soltar os “trastes” que desejamos tirar da nossa vida. Em lugar disso, podemos recorrer a um auxílio muito melhor para limpar o coração e a mente.
Temos o privilégio de depender de nosso Senhor e Salvador para dirigir nossos pensamentos, ficar ao nosso lado quando estamos sinceramente tentando mudar, e conceder-nos o sucesso. Ele é mais eficiente que quaisquer ferramentas, tratores ou energia muscular. Seus métodos são os melhores. Que aprendamos a nos apoiar nEle mais plenamente e deixar de lado os pesos negativos que carregamos.
Evelyn Glass

domingo, 12 de outubro de 2014

"A Terra de puro encanto!"


Ele me levou no Espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalém [...]. Ela resplandecia com a glória de Deus, e o seu brilho era como o de uma joia muito preciosa. Apocalipse 21:10, 11.

Raramente me sento junto à janela do avião, preferindo um assento próximo ao corredor, no qual possa me movimentar mais livremente. Entretanto, numa recente viagem, tive a fila inteira dos três assentos só para mim! Depois da decolagem, coloquei os pés para cima e me estiquei para apreciar o voo. Apoiada contra a janela, olhei a cena que era definitivamente de tirar o fôlego. As nuvens cobriam o céu, tanto quanto eu podia ver – ondas de pequenos tufos brancos, dispostas em camadas tão parelhas que não se podia ver através delas. Acima dessa camada de pura beleza, o sol resplandecia. Maravilhei-me com essa vista, o resultado da mente criativa de Deus e Seu design inteligente. Pensar que Ele planejou o funcionamento do Universo para criar um caleidoscópio de tal magnitude me levou a refletir sobre Suas muitas e inesperadas dádivas.
Enquanto ainda apreciava a vista, a voz do comandante me chamou a atenção. Preparávamo-nos para o pouso. O avião começou gradualmente a descida, penetrando nas nuvens. Perguntei o que nos aguardava, enquanto abríamos caminho em meio à camada branca. Mas, para minha surpresa, as nuvens não pareciam tão densas como eu esperava, nem tão espessas. Por breves momentos, o comandante nos guiou por céus menos amistosos, já que tudo ficou branco ao redor, sem indícios do que poderia estar por perto. Não tínhamos escolha a não ser confiar nos instrumentos e em sua habilidade de pilotar. Mas perdemos o sol! Agora o céu estava carrregado, com indicações de um clima tempestuoso. As nuvens que eram magníficas à luz do sol, acima, agora eram cinzas e ameaçadoras, ao bloquearem o sol. Não pude deixar de refletir: “Eu preferia estar acima das nuvens, onde tudo é brilhante e glorioso.”
Em breve, você e eu seremos reunidas nas nuvens. Do outro lado, nosso Pai estará sentado em Seu grande trono branco, na Cidade Santa, a terra de puro encanto, pronto a receber Seus filhos fiéis. Mas, nesse meio-tempo, precisamos navegar pelas desconhecidas e escuras nuvens da vida. É o tempo de confiar completamente em Jesus e em Sua capacidade de conduzir-nos com segurança. Ao nos apoiarmos nEle, os trechos acidentados ao longo do caminho parecerão menos assustadores. Naqueles momentos em que a vida não me trata tão bem, faço questão de me lembrar: “Continue firme! Agora não vai demorar.”
Bernadine Delafield

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

"Isto também passará!"

Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã. Salmo 30:5, ARA.

Três anos atrás, sofri uma horrorosa queda no trabalho. Ela exigiu cirurgia, depois dois meses e meio sem poder pôr peso na perna direita. A dor era lancinante – mais do que eu imaginava que poderia suportar. E a fisioterapia, o atendimento domiciliar e a assistência necessária eram estranhos para mim. Lidar com essa inversão de papéis era realmente um desafio.
O que me havia trazido a esse ponto? Muitas pessoas deram palpite sobre o motivo de Deus ter-me permitido sofrer uma queda tão brutal. Senti-me como Jó sobre as cinzas, enquanto elas expunham seus fundamentos lógicos. Eram bem-intencionadas. Todavia, não tinham ideia das razões de Deus para permitir a tragédia. Como Jó, eu teria uma audiência com Deus quando chegasse a hora certa.
Enquanto permanecia deitada, no hospital, ter que tocar uma campainha para solicitar ajuda, ser incapaz de chegar ao banheiro em tempo, e precisar de alguém para me fazer a higiene e me vestir era mais do que eu poderia ter imaginado. Eu? Sim, Shirley, você! A ideia me trouxe lágrimas aos olhos. Lembro-me de uma noite, durante a qual me senti especialmente deprimida e impotente. A enfermeira percebeu isso e perguntou o que estava errado. Quando me lamentei sobre quão impotente me sentia, ela, solícita, respondeu: “Isso também passará.”
Naquele momento, lembrei-me de que meu filho havia trazido o toca-CD/DVD para o hospital, com meu CD favorito de música. Nele havia exatamente este cântico: “Isto Também Passará.” Fiz tocar essa música vez após vez. O cântico, que eu sempre pulava para chegar ao meu hino favorito, agora era muito precioso para mim. Eu precisava ser lembrada de que o lugar em que me encontrava era temporário. Chegaria o momento em que eu caminharia de novo.
A vida cristã não está livre de dor e sofrimento. Os planos mais bem elaborados podem acabar mal: a inesperada morte de um ente querido, filhos perdendo o rumo, e a lista prossegue. Mas, em meio às situações e circunstâncias da vida, Deus nos dá a certeza de que está conosco. Ele nunca nos deixará nem nos abandonará. Ele é minha torre forte, socorro bem presente na tribulação.
A vida tem suas provações, mas o cristão tem o Espírito do Deus vivo, que o fortalece para enfrentar as dificuldades. Ansiamos pelo dia em que essas provas terão terminado; mas, até lá, seguraremos firmemente a mão de Jesus. Somos filhas do Rei dos reis.
Shirley P. Scott

"Crendo no inacreditável!"

Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar. Isaías 55:6, 7, ARA.

Por intermédio de Sua Palavra inspirada, Suas bênçãos diárias, Seu mundo criado, Sua comunhão pessoal e várias experiências da vida, nosso generoso Deus revela tudo o que precisamos saber a respeito dEle. Algumas coisas, porém, permanecem além da nossa compreensão. Que Seus pensamentos e caminhos sejam mais elevados que os nossos é um desses conceitos insondáveis.
A despeito das abundantes evidências do generoso amor de Deus por nós, o inimigo do ser humano frequentemente desanima a muitas de nós, impressionando-nos constantemente com os erros do passado. Deus perdoou esses pecados há muito tempo. Mas Satanás se deleita em convencer-nos com um avassalador senso de culpa e desgraça – algo que Deus nunca pretendeu que carregássemos.
Satanás nos faz concentrar os olhos em nós mesmas, e não no Salvador. Mas o manto da justiça de Jesus nos cobre, e, toda vez que o inimigo nos distrai, desanima ou de algum outro modo nos engana nessa questão, devemos recordar que os pensamentos de Deus, Seus caminhos e Seu amor incondicional e assombroso estão a nosso favor. Nosso Pai vê a perfeição de Cristo sobreposta ao nosso “eu” recriado.
Além da possibilidade de clamar a Jesus imediatamente, recebemos outra defesa maravilhosa contra as ondas de dúvida que nos podem levar a cair presa dos jogos mentais de Satanás. A Bíblia nos diz que Cristo ama profundamente todos os que por longo tempo foram prisioneiros de Satanás, pois Deus trabalha de modo incansável para convencer-nos de Seu amor personalizado. Quando vamos a Cristo com genuína convicção e arrependimento, nossos pecados mais horrendos são apagados. Não nos deixemos persuadir de que o grande, amoroso sacrifício de Cristo foi para os outros, e não para nós, ou de que tenhamos cometido o pecado imperdoável.
Os caminhos e o amor de Deus são, na verdade, muito mais altos do que os nossos, e podemos não captá-los jamais. Com a confiança total de uma criança, precisamos simplesmente acreditar quando Ele diz que nos perdoou e nos renovou por meio de Cristo. Ele deu a Si mesmo por nós, uma poderosa evidência de Seu amor incomparável e Sua graça abrangente.
Heidi Vogt

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

"Lições no consultório odontológico!"

setembro

Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. 1 João 1:9.

Encontrava-me no consultório do dentista. Fazia algum tempo que eu não ia lá, e estava pagando por isso. Enquanto procurava me lembrar de algo em que pensar para me distrair da dor, percebi os paralelos entre minha experiência no consultório e o pecado em minha vida.
Sei que a analogia vai só até certo ponto, mas pense nisto: a placa é como o pecado. Vai crescendo. Se você não fizer algo a respeito, só piora. Antes de ir ao dentista, achei que os dentes estavam limpos. Afinal, naquela mesma manhã, eu havia escovado os dentes e passado neles o fio dental. Mas os dentes não estavam limpos. Não de verdade. Não comparados com a limpeza que poderiam apresentar. Fazia um bom tempo que eu não ia ao dentista, e eu me esquecera de como é, na realidade, a aparência de dentes limpos.
Achei que soubesse, mas precisava de um lembrete. A mesma coisa com o pecado. Posso chegar a ser até condescendente, achando que sou uma boa pessoa. Afinal, não matei ninguém, nem roubei ou menti. Mas os “pequenos” pecados podem se intrometer em minha vida sem que eu os perceba. Pecados como orgulho, ressentimento ou raiva. Se não os cortar pela raiz, chego a pensar que são normais. Não vejo a feiura e a dor que causam.
Para continuar a analogia, posso fielmente escovar os dentes e passar o fio dental duas vezes por dia, mas ainda preciso fazer a limpeza no consultório. Ou, dizendo de outro modo, posso ler a Bíblia para aprender como ser o tipo de cristã que Deus quer que eu seja, e posso orar todos os dias para que Ele me ajude, mas quando o pecado está lá, preciso ir em busca da limpeza. Preciso confessar meu pecado e pedir que Deus me perdoe, que remova o pecado da minha vida. Pode não ser agradável. Pode até ser doloroso, mas, assim como a ida ao dentista, deve ser feito. Adiar só piora a situação. Quanto mais placa houver para ser removida, tanto mais tempo demora, e mais doloroso é o processo. Quanto maior o tempo durante o qual você permite que o pecado cresça em sua vida, tanto mais difícil será erradicá-lo, e mais doloroso será o processo.
Um último paralelo é este: como já disse, eu não havia ido ao dentista por um bom tempo, e me sentia um tanto embaraçada por isso. Mas as pessoas lá não me culparam por eu ter ficado ausente, nem se recusaram a me atender por causa disso. Não se envergonhe de ir a Deus com seu pecado e de pedir perdão. Ele não a culpará nem Se recusará a ajudá-la. Ficará contente porque você O procurou.
Julie Bocock-Bliss

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

"Orgulho, espinho na carne!"

Mas, para que não ficasse orgulhoso demais por causa das coisas maravilhosas que vi, eu recebi uma doença dolorosa, que é como um espinho no meu corpo. 2 Coríntios 12:7, NTLH

Dizem que a confissão faz bem à alma; portanto, permitam-me confessar. Uma das coisas com as quais tenho lutado desde a adolescência é o orgulho. Sou uma daquelas pessoas com múltiplos talentos. Deus me abençoou com muitos dons. Levei anos para aprender que não preciso usar todos os dons ao mesmo tempo, mas usar apenas aqueles de que preciso num momento específico. Mas meu orgulho sempre levava a melhor. Eu ficava feliz ao exibir meus talentos, mesmo que isso significasse deixar alguém em má situação.
A verdade é, eu achava que isso era uma boa experiência de aprendizado para a pessoa, e por isso eu a corrigia e lhe mostrava a maneira certa de fazer as coisas. Quanta arrogância! Imagino como Deus deve ter olhado para mim e simplesmente balançado a cabeça, sabendo que um dia eu chegaria a aprender. Bem, um dia aprendi.
Começou com uma série de problemas de saúde que me atravessaram o caminho. Cada um me incapacitava por um período de tempo, e mesmo após o restabelecimento eu não era capaz de funcionar como no passado. Dependia cada vez mais do auxílio de Deus para fazer o que antes parecia tão fácil. Lutei com a raiva, a autopiedade e a impaciência. E naturalmente eu disse a Deus que Ele era injusto ao me dar tantos dons e depois permitir que eu ficasse numa posição na qual precisava me esforçar para usá-los.
Então, um dia, ao ler a Bíblia, encontrei o texto de hoje, escrito por Paulo. Era como UM TOQUE de despertar, um momento “ahá”. Entendi o que Paulo estava dizendo. Veja que, dependendo de Deus para me dar forças e a alegria das quais preciso toda vez que me levanto para falar, toda viagem que faço e cada dia no escritório, percebo que não sou eu – é Jesus! Todos os dons de que tanto me orgulho não são meus, afinal. Pertencem a Deus, em primeiro lugar. E agora me considero menos orgulhosa e mais inclinada a dar a Deus toda a glória e o louvor por tudo o que faço. Assim, posso verdadeiramente dizer que não é por minha força, nem por meu poder, mas pelo Espírito de Deus que faço o que tenho feito para Ele (ver Zacarias 4:6). E aguardo o dia em que Jesus vier, dia no qual meu espinho será removido.
Cada uma de nós tem dons, e cada uma tem desafios. O teste é se procuramos fazer tudo por conta própria para receber o crédito ou não. Na verdade, é o Espírito Santo que nos capacita a fazer tudo o que realizamos.
Heather-Dawn Small

sábado, 13 de setembro de 2014

"ELE sabe como você se sente!"

E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós. João 1:14, ARA

Ethel, minha vizinha do andar debaixo, e eu ouvimos os caminhões dos bombeiros passarem zunindo por nossa rua naquela manhã, e nos apressamos para ver qual casa se havia incendiado. Ao seguirmos o caminhão dobrando a esquina, vimos uma multidão reunida em frente da casa em chamas. Podia-se ouvir o estalo da madeira e ver os rolos de fumaça saindo por todas as janelas. Era terrível assistir a uma destruição como aquela. Ouvi uma mulher perto de nós dizer, em voz alta: “Imagine só, todos os seus pertences e as lembranças de uma vida inteira virando fumaça.” Como mulheres, podíamos facilmente nos emocionar com essa situação.
Ethel e eu estávamos paradas perto de uma mulher que chorava. Sabíamos que era a dona da casa, porque ficava repetindo: “Senhor, não posso acreditar que isso esteja contecendo comigo de novo.” Ela nos contou que era a segunda vez que uma casa sua era destruída pelo fogo.
Ethel pôs os braços ao redor dos ombros dela e disse: – Eu sei como você se sente.
A mulher enxugou as lágrimas, olhou para Ethel e perguntou: – Sua casa já se incendiou alguma vez?
Uma Ethel obviamente censurada respondeu em voz baixa: – Não.
Outras pessoas não podem conhecer o profundo senso de perda, o trauma emocional, a frustração completa e a impotência que alguém experimenta em face de uma tragédia assim, a menos que lhe tenha acontecido o mesmo. Então, e somente então, pode verdadeiramente dizer: “Eu sei como você se sente.”
Esse incidente trágico me trouxe vividamente à memória a encarnação de Cristo, descrita em Hebreus 4:15: “Pois não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas.” Ao vir à Terra como bebê, Cristo aprendeu, em primeira mão, como era viver como ser humano. Ele foi exposto ao bem, ao mal e às repulsivas experiências da humanidade.
Ethel foi bem-intencionada ao dizer à proprietária da casa que sabia como se sentia, mas isso não ajudou em nada a atenuar sua aflição. Se Ethel lhe dissesse que havia perdido uma casa num incêndio, então a mulher poderia ter sentido algum conforto com essas palavras.
É exatamente por isso que, como mulheres cristãs, podemos receber conforto nas adversidades, provas e tribulações, pois Cristo assumiu a humanidade. Ele passou por fadiga, fome, sede, agressão, rejeição, traição, luto, bem como amor, aceitação e alegria no serviço para Seu Pai.
Portanto, Ele sabe muito bem como nos sentimos.
Dorothy D. Saunders


terça-feira, 9 de setembro de 2014

"Falando com Deus!"


Em paz me deito e logo adormeço, pois só Tu, Senhor, me fazes viver em segurança. Salmo 4:8

Fazia cerca de duas semanas apenas que meu esposo David falecera, e eu estava tendo uma das minhas conversas com Deus. Não havíamos feito o joguinho do “Por que comigo?” David era maravilhoso, e teve fé em que Deus o curaria ou então permitiria que dormisse até Jesus voltar para buscar-nos. Não foi fácil viver aqueles 12 a 14 meses que o cirurgião havia dado de vida a meu esposo. Num momento, uma contração no braço direito; no minuto seguinte, a sentença de morte. “Tumor maligno no cérebro”, disseram. Nas primeiras semanas, corremos atrás de idas ao hospital, radioterapia e uma cirurgia.

Muitas coisas aconteceram durante aqueles meses, e nossa casa foi inundada por enfermeiras, médicos, pessoas adaptando nossa casa para as necessidades de David e, mais importante, para nós, nosso “pequeno grupo” da igreja. Todas as quintas-feiras pela manhã, estudávamos a vida de Jesus, e todas as semanas nossa fé crescia no conhecimento de que Deus nos ama e salva. As amizades cresceram ao redor daquela mesa, e foram esses amigos que cuidaram de nós e nos carregaram pelos dias mais tenebrosos.
David comemorou o septuagésimo aniversário e, naquela noite, depois que todos os visitantes haviam saído, ele adormeceu. A igreja estava repleta para a cerimônia que relembrava a vida dele. Alguns meses antes, ele até havia escrito um cântico, e o coral o cantou durante a cerimônia. Nós o levamos ao descanso numa tarde ensolarada, e agora, sobre a lápide, estão as palavas do texto de hoje, uma oração da qual me lembro diariamente.
Os dias após a morte de David foram incrivelmente tristes e muito silenciosos em comparação com os meses anteriores. Eu havia gritado para Deus, bradado para Ele, e finalmente Lhe perguntei: – Por quê? Quando todos havíamos pedido apenas um milagre, Ele não nos ouvira? A resposta que recebi foi impressionante: – Eu lhe dei dois milagres. – Teria eu deixado de notá-los? Eu não tinha visto nada.
– Que dois milagres? – perguntei, em meio às lágrimas.
– Nenhum de vocês sentiu dor. Eu a tirei de vocês.
Sabe, eu sofro de artrite reumatóide e não havia tido uma única crise durante a enfermidade de David, e o havia levantado de cadeiras, camas e cadeira de rodas. Quatro dias depois do sepultamento, acordei sentindo que não podia mover minhas mãos.
Quando as pessoas me perguntam sobre Deus e Sua existência, digo: “Ele existe. Tenho provas.”
Wendy Bradley


"Livramento!'



Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor. Efésios 6:4

Notei que ele estava sempre sozinho. Não disse uma palavra, nem uma sequer, durante um longo período de tempo. Quem é essa criança?, eu me perguntava. Que estaria fazendo naquela prisão, entre todos aqueles homens mais velhos? Havia uma instituição para adolescentes. Por que ele nunca assistia às sessões de aconselhamento? Eu não tirava os olhos dele.
Um dia, um dos homens mais velhos lhe falou e então, tomando-o pela mão, levou-o a um dos grupos de aconselhamento. O menino foi com ele mansamente, e sentou-se. Não muito depois, pediu uma Bíblia. Eu lhe dei uma, e ele a apertou contra o coração. Mais tarde, muitos dos outros homens me contaram que ele a levava consigo por toda parte. Quando saíam, enquanto os outros jogavam bola, ele procurava um lugar quieto e lia a Bíblia. Passou muito meses atrás das grades.
Por fim, o caso chegou perante o juiz. Naturalmente, ele devia estar com medo. Cedo, de manhã, quando o oficial foi buscá-lo, encontrou-o ajoelhado, agarrado à Bíblia e orando. O juiz olhou para ele com compaixão, enquanto ele se assentava na sala do tribunal ao lado de seu advogado. Ali estava uma criança de 14 anos. O conselheiro pediu que ele tirassse sua camisa e mostrasse as costas aos jurados. O rosto do juiz empalideceu, pois as costas do rapazinho estavam tão marcadas com cicatrizes, que não ficava visível sua pele original. Quando o juiz se recompôs, disse, com lágrimas na voz: “Vista de novo sua camisa e vá para casa.” Contaram-me que não se via um par de olhos secos naquele tribunal.
A história era que o pai do menino era um alcoólatra que voltava para casa embriagado todos os sábados à noite e batia nele e na mãe dele sem misericórdia. Uma noite, quando o pai estava a ponto de matá-la de modo brutal, o menino pegou uma faca de cozinha e esfaqueou o pai até a morte. A mãe acabara no hospital, e ele, na cadeia.
Sozinho e assustado, ele se viu preso. Não falara com ninguém, até o dia em que pediu a Bíblia, que ele lia constantemente. Ele e sua mãe se reuniram, e ele a incentivou a ir junto para a igreja. Agora, ambos são fiéis ao Senhor que lhes concedeu livramento.
Dê graças ao Senhor, pois Ele é bom e Sua misericórdia dura para sempre.
Daisy Simpson

domingo, 31 de agosto de 2014

"Abra a Porta!"

Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo ... (Apocalipse 3:20). 

Talvez neste momento você está sozinho, rejeitado pela sociedade, em luta com situações difíceis, ansioso quanto ao futuro, desesperado com tudo e com todos. Você, talvez, se encontra sem rumo, sem resposta para suas indagações, e está buscando a paz verdadeira, então ouça a voz do Senhor Jesus lhe dizendo: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo”.
Jesus quer encher seu coração de paz, de Sua presença. Quer dar sentido a sua vida, orientá-lo, sustentá-lo. Ele não quer ser apenas um hóspede, Ele quer fazer parte do seu dia-dia, hoje e sempre. Portanto, deixe-O entrar pois Ele conhece você… (Blog do Amilton Menezes).
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