terça-feira, 5 de junho de 2018

Mais Devagar!

Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal” (Isaías 56:2).



Conta-se que o biólogo Thomas Huxley chegou atrasado a uma cidade onde devia fazer uma palestra. Apressado, entrou em uma carruagem e gritou para o condutor: “A toda velocidade!”, no que foi atendido. Huxley tomou seu lugar e, depois de alguns solavancos, perguntou: “Escute aqui, amigo, você sabe aonde eu quero ir?”
“Não, senhor”, o condutor respondeu, “mas estou indo o mais rápido possível.”
Hoje, muitas pessoas vivem correndo, sem saber para onde vão. Um pânico frenético as colocam em movimento, mas elas nem sabem por quê. Vão até o limite para alcançar o sucesso, e, então, ficam pensando: “Mas o que é, realmente, o sucesso?” Deus tem uma resposta.
O sábado nos convida a refletir sobre os valores importantes da vida, fazendo-nos lembrar de nossa origem. Ele nos fala de um Deus que Se preocupa conosco. Em meio ao ritmo alucinado da vida do século 21, o sábado é um convite para que reavaliemos nossas prioridades.
Quando o faraó egípcio impeliu os filhos de Israel para além de seus limites num projeto de construção, Moisés os levou de volta à guarda do sábado. Irado, Faraó fez esta acusação: “O povo da terra já é muito, e vós o distraís das suas tarefas” (Êx 5:5). A palavra “distrair” nessa passagem também pode ser traduzida como “guardar o sábado”. Moisés sabia que os israelitas poderiam perder o rumo. Sabia que seus fardos poderiam obscurecer a visão de Deus, e os convidou a desfrutar o descanso sabático.
Reavaliemos nossas prioridades. Liguemo-nos outra vez com o Criador. Voltemos às nossas origens. O Senhor ainda nos convida a descobrirmos os valores eternos, em meio à pressa dos nossos dias. Sem esta pausa sabática para refletir e adorar, perderemos nossa perspectiva. Com ela, a vida estará no rumo certo. (Amilton Menezes).

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Volte sem medo!

“Não tenha medo”, disse-lhe Davi, “pois é certo que eu o tratarei com bondade por causa de minha amizade com Jônatas, seu pai” (II Samuel 9:7).


A história dele é uma das mais bonitas da Bíblia. Está entremeada de incidentes nos quais se manifesta a graça de Deus. Ele esperava crescer para viver como príncipe, mas no dia em que seu pai, Jônatas, e seu avô, Saul, foram mortos numa guerra, na fuga apressada do palácio, uma queda o deixou aleijado para o resto da vida. Nessa ocasião, ele devia ter entre quatro e cinco anos. Seu nome era Mefibosete.
Ele tentou se esconder de Davi e se refugiou na cidade de Lodebar. Daí para a frente, sempre se via como alguém defeituoso, aleijado, inútil. Ou, conforme suas próprias palavras, como “um cão morto” (v. 8). À medida que crescia, escutava os outros lhe dizerem: “Você é que devia estar sentado lá no trono. Cuidado! Davi é seu inimigo. Ele vai enviar seus soldados para prendê-lo e levá-lo ao palácio.”
Bem distante dali, um dia Davi andava pelo palácio e meditava em sua própria vida, e em como Deus o levara da posição de simples pastor de ovelhas para ser rei. Seu coração se encheu de gratidão. Perguntou a um dos servos do palácio, Ziba, se conhecia algum descendente da casa de Saul. Quando soube da história de Mefibosete, pediu que o comandante do exército, acompanhado da cavalaria real, o trouxesse ao palácio, dizendo: “A quem eu possa mostrar a lealdade de Deus” (v. 3).
Antes que Mefibosete imaginasse, a graça do rei saiu à sua procura. O sonho de criança, de morar em um palácio, tornou-se realidade. E não apenas isso, ele agora era membro da família real, e podia comer à mesa junto com o rei e seus filhos. Nós somos os “Mefibosetes” da vida. Nascemos para ser filhos do rei, mas levamos no corpo as marcas da queda. Perdemos nosso lugar no palácio para nos refugiar em algum lugar deserto. Por nós mesmos, não podemos nos aproximar do rei.
Quando você pensar que foi esquecido por Deus, quando estiver no limite de não acreditar em mais nada, a graça sairá ao seu encontro. Não importa o que tenha acontecido com você, nem por quanto tempo tenha se escondido de Deus. Você pode voltar. Você será recebido, e reassumirá sua posição como filho do rei. (Amilton Menezes).

quarta-feira, 18 de abril de 2018

"Respirando e louvando!"

Todo o ser que respire louve ao Senhor. Aleluia! Sal. 150:6







Este é o último salmo da Bíblia. Tem seis versos. Como o salmo um. O primeiro é um salmo de bênção e este último é um salmo de louvor. Bênção e louvor vão sempre juntos. Não existe bênção sem louvor e não há louvor sem bênção.

Nos cinco versos anteriores o salmista explica, a quem, por que e como louvar. O ato de louvar é mencionado três vezes.

O último verso, que escolhi para nossa meditação hoje,é uma Convocatória de “todo ser que respira” ao louvor. Este convite, é uma profecia. Chegará o dia em que todo o ser que respira, até aqueles que nunca quiseram reconhecer a Deus como Deus, dobrará seus joelhos diante do Senhor dos Exércitos.

Isto tem que ver com o ponto final da história do pecado. A primeira acusação do inimigo contra Deus foi que Deus exigia adoração de Suas criaturas por motivos egoístas. “Adorem a mim e tudo será diferente” disse Lúcifer e muitos anjos acreditaram nele. Esse foi o ponto de partida de uma história que ao longo dos séculos, envolveu lágrimas, dor, sofrimento, traição, violência e morte.

A luta entre Cristo e Satanás e uma luta por causa da adoração. O inimigo intentou, ao longo da história, desesperadamente, tirar a adoração de Deus. Hoje ele afirma: “adore o sol, a lua, a terra, os cristais, qualquer coisa, inclusive a você mesmo, menos a Deus.” E parece vitorioso, porque a humanidade dá a impressão de estar confusa num labirinto de coisas para adorar.

A paciência de Deus é grande. Ele ama a Suas criaturas. Quando espera a adoração de Suas criaturas, não é porque Ele se nutra com o louvor do homem. O homem precisa adorá-Lo para ser completo. A criatura será oca, vazia e infeliz, enquanto não for completa em Deus. 

Chegará o dia quando esta história findará. O mal será extirpado definitivamente. Naquele dia, você estará entre os que voluntariamente o adoram ou entre aqueles que dobrarão os seus joelhos porque seu destino está selado para a destruição? Faça de sua vida hoje uma vida de adoração. Cante, louve e agradeça mesmo em meio a dor.

A adoração é o melhor remédio para a tristeza. Por isso hoje,  que: “todo ser que respira louve ao Senhor. Aleluia!”

Alejandro Bullón

sábado, 14 de abril de 2018

"Exemplo da vida de oração!"

("...Esta foi minha primeira postagem neste blog em 14/03/2009. Vamos relembrar?")







"Se vós estiverdes em Mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito." (S. João 15:7).





Os patriarcas foram homens de oração, e Deus fez grandes coisas por seu intermédio. Ao sair Jacó da casa de seus pais para uma terra estranha, orou em humilde contrição, e durante a noite o Senhor lhe respondeu por meio de uma visão... O senhor confortou com preciosas promessas o solitário peregrino; e anjos protetores estavam representados estacionados em cada lado do caminho...



José orou e foi preservado do pecado em meio de influências projetadas para afastá-lo de Deus. Quando tentado a abandonar o caminho da pureza e da retidão, afastou ele a tentação com as palavras: " Como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?"



Moisés, que muito orava, era conhecido como sendo o homem mais paciente sobre a face da terra...



Enquanto guiava os filhos de Israel através do deserto, repetidamente pareceu que devessem ser exterminados em consequência de sua murmuração e rebelião. Mas Moisés foi à Fonte verdadeira de fortaleza; e apresentou o caso ao SENHOR... e o SENHOR disse: " Conforme a tua palavra, lhe perdoei."...



Daniel foi homem de oração, e Deus lhe concedeu sabedoria e firmeza para resistir a toda influência que conspirava para atraí-lo à armadilha de intemperança. Mesmo na juventude, foi um gigante moral na fortaleza do Onipotente...



Na prisão em Filipos, enquanto sofria dos cruéis açoites que recebera, com os pés preso ao cepo, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus; e anjos foram enviados do céu para libertá-los. A Terra tremeu ao passo desses mensageiros celestiais e abriram-se as portas da prisão, pondo em liberdade os presos.



"A oração apossa-se da Onipotência, e alcança para nós a vitória".                                                            (E.G.W (Minha Consagração Hoje pag. 20).

quinta-feira, 12 de abril de 2018

"Apenas uma migalha!"

“A mulher veio, adorou-O de joelhos e disse: ‘Senhor, ajuda-me!'” (Mateus 15:25).



Pressionado pelo número cada vez mais crescente das multidões, Jesus foi para o território gentio ao norte da Galileia, que conhecemos hoje como Líbano. Ele queria privacidade. Sentia necessidade de diminuir o ritmo de trabalho. Como se haviam espalhado notícias de que Ele estaria na cidade, o assédio foi inevitável. Nisso, Ele recebeu a visita de uma mulher. Ela não morava na cidade; era estrangeira. Uma mulher pagã. Aproximou-se de Jesus, como hoje muitos membros se aproximam do pastor, dizendo: “O senhor tem dois minutinhos para mim?”

Ela havia escutado notícias de Jesus e foi procurá-Lo. Dizia: “Sim, eu sei! Foi Ele mesmo que tocou e curou um leproso. Foi Ele que fez andar um paralítico que estava doente havia muitos anos. Também curou uma mulher. Ela simplesmente tocou a orla do manto dEle e ficou curada. Ele vai me ajudar!”

Ao pedido para que curasse sua filha, a primeira reação de Jesus foi de silêncio. Ignorou-a. Depois a excluiu: “Já tenho Meu campo missionário. Meu poder de curar é só para Israel. Não vim para vocês.” E, por último, humilhou-a, deixando- a sem graça quando a comparou com um cachorrinho. Mas ela passou pelo teste. Foi infatigável, insistente, persistente.

Em sua reação e resposta, transpareceu a ausência de orgulho. “Eu não mereço, Senhor, mas Tu és rico em bondade. Só uma migalha será suficiente para curar minha filha.” E continuou pedindo, mesmo não se sentindo digna.

Ela não tinha noção nenhuma da teologia da graça, mas tinha o simples entendimento
de que tudo aquilo que recebemos de Deus não é por nossos méritos, mas pelos méritos de Sua graça. Devemos basear nossa fé não em nossa dignidade, mas na misericórdia de Deus.
Agora, pense um pouco: Em que área de sua vida você precisa de um pedacinho, um bocadinho, uma migalha do poder de Deus? Já pensou como o seu casamento seria diferente se você recebesse uma migalha do poder de Deus?

Imaginou que paz seria sentida por todos? E como seria sua empresa, seus negócios, se recebessem uma migalha da bênção de Deus? Nossa vida, nosso trabalho, nossos estudos, como seriam diferentes se recebessem ao menos uma migalha da graça de Deus!

O que Jesus está dizendo para nós hoje? Alguns estão a um passo, a uma oração do livramento, das bênçãos, da cura física, emocional e espiritual. É só pedir.

Uma migalha será suficiente! (Blog Amilton Menezes).

segunda-feira, 2 de abril de 2018

"Nascido para música!"

"O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; Ele Se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no Seu amor, regozijar-Se-á em ti com júbilo”. (Sofonias 3:17).




Meu falecido pai, Wayne Hooper, amante da música, costumava me incentivar a entoar mentalmente um cântico sacro toda vez que me sentisse estressada ou tivesse dificuldade para dormir à noite. Ele dizia que fazer isso permitiria que Deus me aquietasse com o Seu amor.
Já passei muitas noites despertando às três e meia da madrugada e ansiando para que Deus me aquietasse o coração com o Seu amor. Como me apeguei desesperadamente ao conforto dessa promessa durante a dor de um casamento desfeito, como mãe de crianças em idade escolar, enquanto procurava reconquistar a confiança e encontrar novamente um propósito para minha vida! Deus me sustentou durante o período triste enquanto meu amado pai morria de um câncer nos ossos. Eu me apoiei nos braços fortes de Deus quando meu querido irmão mais novo faleceu recentemente, por complicações resultantes de insuficiência hepática. Sentada ao lado direito do meu irmão, em uma unidade de terapia intensiva por trinta e dois dias, elevei constantemente a Deus minhas orações silenciosas – e meus cânticos. Por Sua vez, Ele me confortava com a letra de “Fixa Teus Olhos no Mestre“ e “Oh! Que Esperança!“
Creio que Deus criou cada uma de nós com um ouvido musical e espiritual. Ele nos fala por meio de letras sacras e belas melodias, erguendo-nos o ânimo enquanto nos molda o caráter ao cultivarmos com Ele um relacionamento que se aprofunda. Orar com as palavras de cânticos conhecidos nos ajuda a edificar a fé, enquanto Deus, uma vez mais, nos garante que cuida dos detalhes da nossa vida. Por meio dessas palavras em forma de oração, conclamamos o poder de Deus para os nossos dias, e Sua paz para as longas horas das nossas noites. A verdade é que Deus promete se unir a nós em nosso cântico. “Regozijar-Se-á em ti com júbilo”.
Imagine isso! Deus se regozijando em nós com um cântico, sempre nos atraindo para mais perto de Si. Deus nos criou para respondermos ao Seu cântico. À sua música. Ele nos convida a viver nossa vida como um cântico que dará testemunho a outros do Seu amor e graça.
Escolha um cântico para elevar seu espírito quando surgir o próximo desafio. Afinal, você também nasceu para a música.
                                                                                                   (Jan Hooper Lind).

sexta-feira, 16 de março de 2018

Confiando em Deus em tempos de aflição!


Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me protegem. (Salmo 23:4).





Vários anos atrás, passamos por grandes dificuldades financeiras quando meu esposo perdeu o emprego. O resultado foi uma turbulência emocional e financeira. Para ser honesta, senti como se a vida despencasse em espiral e não houvesse como escapar desse tenebroso vale de desespero. Tudo ao redor parecia escuro e desolador. Eu me sentia sem amigos, sem esperança e aflita por sentir que ninguém entendia nossas dificuldades. Nossa filha era caloura na faculdade. Nosso filho estava começando o ensino médio. Ambos precisavam de suporte, inclusive financeiro. Como manter nossos filhos estudando em tais condições?
Frequentemente lemos passagens bíblicas conhecidas, como o Salmo 23, mas não paramos para interpretar cada verso. Há momentos na vida em que enfrentamos obs­táculos que consideramos intransponíveis, e clamamos a Deus por socorro. É durante esses momentos que passagens como o texto de hoje se tornam nosso maior auxílio. Creio que todos os que apelam para o nome do Senhor serão resgatados, apesar de muito choro e súplicas. Jesus é sempre a resposta, mas quão frequentemente deixamos de clamar a Ele quando nos encontramos no escuro vale do desespero. Durante esse período conturbado da nossa família, a voz mansa e suave de Deus frequentemente me impressionava a jejuar e orar. Eu experimentava força renovada e a certeza de que Ele nunca nos deixaria ou abandonaria.
Em um dado momento, nossa conta de energia elétrica venceu e não havia dinheiro para pagá-la. Não contei nada a ninguém, exceto Àquele a quem pertence o gado sobre mil colinas. Orei: "Ah, Deus, por favor, tem misericórdia! Envia auxílio, para que nossas instalações elétricas não sejam desligadas!" Fui à Bíblia, e Deus me fez lembrar de Isaías 65:24: "Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei'.'
Fui à caixa de correspondência um dia, como de costume. Abri uma carta inesperada de meu pai, que morava a 1.600 quilômetros de distância. Ele escrevera: "Senti o impulso de ir ao banco e retirar algum dinheiro para lhe enviar. Está anexado."
Quinhentos dólares! Eu não havia pedido o dinheiro, nem sequer me queixado das nossas necessidades. Entretanto, Deus viu minha crise e, bem antes que eu clamasse, providenciou aquilo de que necessitávamos. Os 500 dólares pagaram a conta da energia elétrica e compraram mantimentos para nossa família. Como nós O louvamos!
Confie no Senhor quando estiver no tenebroso vale do desespero. Ele tem todas as soluções.
                                                                                                            (Eveythe Kennedy Cargill).   


quarta-feira, 14 de março de 2018

Outra vez no ônibus!

Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na Terra? (Lucas 18:8).





Uma vez mais, eu estava em um ônibus com longas oito horas pela frente, antes  de chegar à cidade na qual trabalhava. Eu retornava de um feriado, no qual meu esposo e eu ficamos na casa de alguns amigos. Foi muito bom vê-los de novo e maravilhoso passar algum tempo com eles. Contudo, agora era hora de voltar para Vitória da Conquista.
Pouco depois de embarcar no ônibus, notei que o assento ao meu lado já estava ocupado. Olhando de lado, vi um rapaz alto e forte. Pensei: Como vou passar a noite perto desse indivíduo? A verdade é que julguei mal o rapaz porque, para mim, ele tinha uma aparência muito assustadora.
Após uma hora de viagem, o ônibus apresentou um problema, e tivemos que parar na área da Polícia Federal para aguardar outro ônibus. Dormi enquanto espe­rávamos o outro veículo. Duas horas depois, chegou o outro ônibus. Embarcamos nele e procuramos nossos assentos. Eu me preocupava com o atraso porque teria que começar o trabalho às 7 horas na manhã seguinte. Comecei a conversar com meu companheiro de assento. A princípio, falamos sobre nossas respectivas profissões, o ambiente, religião e, por fim, sobre nossa experiência espiritual. Fiquei impressionada com a jornada espiritual, os conflitos e a sinceridade do rapaz. Ele levava a sério seu relacionamento com Deus, pensava em seus erros e buscava a direção divina. Era uma ovelha perdida, querendo encontrar o aprisco do Pastor. Fiquei surpresa por estar conversando com um filho de Deus que ainda procurava por Ele.
Contei ao jovem um pouco do meu próprio retorno ao Senhor e o animei a não desistir. No fim da conversa, ele me agradeceu e disse que eu o havia ajudado.
No entanto, senti como se fosse eu a pessoa abençoada. Uma vez mais, Deus me fez lembrar de que Ele pode encontrar fé nos corações mais improváveis. Louvei a Deus silenciosamente pelo lembrete de que Suas ovelhas estão ao nosso redor e devemos ter consciência disso. Também pedi perdão por ter feito um julgamento precipitado, já que havia tirado conclusões sobre meu companheiro de viagem com base em sua aparência.
Na manhã seguinte, desembarquei antes do ponto final do ônibus. O jovem ao meu lado dormia, e eu não quis despertá-lo. Enquanto retirava minha bagagem, pedi que Deus continuasse guiando aquele rapaz - e outros - à segurança do redil, ao descanso e à paz. E Lhe dei graças por ser tão disposto a fazer isso, sempre.    (Iane Dias Leite).

terça-feira, 13 de março de 2018

Louvor ou pranto?

“O Espírito do Soberano, o Senhor […] ungiu-me para […] dar a todos os que choram em Sião uma bela coroa em vez de cinzas, o óleo de alegria em vez de pranto, e um manto de louvor em vez de espírito deprimido.” (Isaías 61.1-3)




Os judeus tinham muito que lamentar. A nação lutara durante gerações para crer na Palavra de Deus e segui-la fielmente. Isaías era uma voz forte, chamando o povo para renovar sua fidelidade. Ele confrontou os ricos e até a realeza por sua falta de compromisso com a direção de Deus. O problema em Jerusalém era que nem todos estavam aflitos.
Entretanto, para os que se voltaram voluntariamente para Deus e se arrependeram dos pecados, Isaías tinha boas notícias. Deus prometera consolo aos sofredores, uma bela coroa em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de pranto, manto de louvor em vez de espírito deprimido. Havia esperança para os que compreendiam que o favor do Senhor viria sobre todos os que buscassem amá-lo e obedecer-lhe.
Você às vezes se entristece com seus pecados, com os de sua comunidade ou nação? Leve, então, sua tristeza a Deus e deixe que ele a substitua por alegria. Você às vezes olha para as cinzas de sua vida experimenta uma grande sensação de perda? Deus, em vez disso, deseja lhe dar uma bela coroa.
Deus sabe o que fazer com sua angústia. Busque-o. Deixe que ele renove sua vida. Então você poderá dizer como o profeta: “É grande o meu prazer no Senhor! Regozija-se a minha alma em meu Deus! Pois ele me vestiu com as vestes da salvação e sobre mim pôs o manto da justiça” (Is 61.10).
ORAÇÃOQuerido Deus, entristeço-me por meus pecados. Não sei quanto perdi por ter vivido do meu jeito, mas confesso a ti meus pecados de pensamento, palavras e ações, e peço que me dês beleza em vez de cinzas, alegria em vez de pranto e um manto de louvor em vez de espírito deprimido. (Stormie Omartian).

segunda-feira, 5 de março de 2018

"Ventos gelados do formalismo!"

“Este povo honra-Me com lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mateus 15:8).


As mais severas repreensões pronunciadas por Jesus foram contra o formalismo dos fariseus. Ele os chamou de “sepulcros caiados… cheios de ossos” (Mt 23:27). Disse que eles eram “hipócritas”, e meros atores. Ele disse ainda que eles eram sem entendimento (Mt 15:16). O formalismo rígido era uma praga entre o povo de Deus no primeiro século e ainda é uma praga hoje.
O formalismo tem o foco no exterior em vez de no coração. Ele confere suprema importância para os rituais, cerimônias, forma e tradição, a ponto de obscurecer a adoração que vem do coração e do espírito. Quando os ventos gelados do formalismo sopram em nossa vida, passamos a enfatizar o exterior sem o interior. Há conformismo sem transformação, dever sem devoção, obrigação sem obsessão. O cristãos formais podem até ser manifestadamente corretos, mas não são apaixonadamente possuídos pelo Espírito de Cristo.
Jesus oferece algo melhor do que o formalismo frio. Ele nos oferece o Seu Espírito para habitar em nós. Ele nos oferece a Si próprio.
Anseio ver os ventos do Espírito soprando em nossas igrejas. Anseio ver um reavivamento da verdadeira piedade entre nós. Não podemos esperar um reavivamento genuíno sem fervorosa oração e sincero estudo da Bíblia. O Espírito habita em nosso coração através da Palavra. Todos os grandes e genuínos reavivamentos da História tiveram a Palavra como alicerce.
Muitas pessoas voltam-se para novas formas de adoração como resposta ao formalismo. Embora possam criar uma euforia temporária, elas não têm nenhum valor se não adoramos com o coração. A questão não é tanto a forma de adoração, mas o coração do adorador. Deus nos convida a adorarmos com o coração transbordante de um novo apreço por Ele, através de Sua Palavra.
Com Jeremias, dizemos: “Achadas as Tuas palavras, logo as comi; as Tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo Teu nome sou chamado, ó Senhor, Deus dos Exércitos” (Jr 15:16).                                                    
 (Blog Amilton Menezes).
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