sexta-feira, 21 de julho de 2017

"Trazendo vida ao que está morto!"

Assim diz o Soberano, o Senhor, a estes ossos: “Farei um espírito entrar em vocês, e vocês terão vida”. (Ezequiel 37.5)


Deus introduz vida onde as coisas talvez pareçam mortas. Essa história é na verdade uma metáfora sobre a habilidade de Deus de restaurar a vida em situações aparentemente sem esperança. Com a mão de Deus sobre si e guiado pelo Espírito, Ezequiel tem a visão do vale cheio de ossos secos. Deus pergunta a Ezequiel se ele acha que aqueles ossos podem ganhar vida. O profeta responde sabiamente: “Só tu o sabes”, e o Senhor então cobre os ossos com tendões, carne e pele. Depois, Deus diz a Ezequiel que use seu santo nome e ordene que o sopro da vida entre nos ossos. Para surpresa de Ezequiel, um grande exército se levanta.
Essa visão não foi só uma representação simbólica do plano divino de restaurar Israel, mas também significa sua capacidade de soprar nova vida em qualquer situação aparentemente desesperadora. Você já usou a palavra “morta” para referir-se a sua vida? Não existe vida em seu casamento? A igreja que frequenta parece sem vida e enfadonha? Seu amor por Deus perdeu a vibração? Parece que seu trabalho está sugando-lhe a vida? Deus nos concedeu o poder da oração.
Se falta amor em seu casamento, ore! Se sua igreja perdeu a vitalidade, ore! Se seu andar com Deus perdeu o vigor, ore! Se seu emprego a está matando lentamente, ore! Deus está esperando para operar por seu intermédio. Por meio da oração, você pode ver o que está morto ganhar vida.
Querido Deus, existem áreas na minha vida que me parecem estar mortas; elas precisam de uma nova infusão da tua vida. Sei que, se tu és capaz de transformar ossos secos num grande exército, podes trazer vida a qualquer coisa digna pela qual ore, por mais morta que pareça estar.                                                         (Stormie Omartian).

quinta-feira, 13 de julho de 2017

"Vários Caminhos!"

"Não Se desvie o teu coração para os caminhos dela, e não Andes perdido nas suas veredas." (Prov. 7:25).



Os anos que vivi na selva cumprindo parte do meu ministério me ensinaram a importância de não desviar-me do caminho. Quantas vezes escolhi caminhos errados querendo encurtar distâncias e me dei mal. Na selva isso pode ser fatal.
A vida está cheia de caminhos. Sedutores, mentirosos, falsos e enganadores. A insensatez é apresentada no livro de provérbios como uma mulher bonita que pretende levar você ao almejado vale da felicidade.A isca que ela usa é o prazer. Não existe nada de errado com o prazer porque está relacionado com os sentidos e estes foram estabelecidos pelo Criador. A felicidade envolve prazer, mas o prazer nem sempre envolve felicidade. A busca do prazer pelo prazer é loucura. O fim é perdição e morte. A realidade, no entanto, é que vivemos num mundo em que as pessoas confundem felicidade com prazer.
O verso de hoje trás a advertência divina sobre o perigo de desviar-se.  “Não andes perdido nas suas veredas” diz, referindo-se aos caminhos sedutores da nescedade.
Não sei se você andou perdido alguma vez. Um sentimento de solidão e medo apodera-se do coração. A medida que o tempo passa e o medo aumenta, parece que você fica anestesiado. Nada mais importa. Caminha sem cuidado, não mede conseqüências  e aproxima-se temerariamente do perigo.
Esta é a figura que o sábio descreve no  verso de hoje. Cada vez que o ser humano se desvia voluntariamente dos caminhos de Deus, vai caindo imperceptivelmente no terreno do cinismo. A consciência não dói mais. A pessoa fica insensível e avança perigosamente na senda de sua auto destruição.
Viva com sabedoria. Reviva seus sonhos,  lute pelas pessoas que você ama, pelos valores e princípios que vem do Senhor e caminhe vitorioso na conquista dos seus ideais.
Não saia hoje para cumprir a sua agenda sem ter a certeza de que está andando nos caminhos de Deus. Aprenda a desconfiar de seus “instintos” e a ser mais obediente aos conselhos divinos. “Não se desvie o teu coração para os caminhos dela e não andes perdido nas suas veredas.”      (Alejandro Bullón).

segunda-feira, 10 de julho de 2017

"O Senhor está sempre perto!"

“Quando clamei, tu me respondeste; deste-me força e coragem.” (Salmos 138.3).





Lembro-me de uma época específica de grande dificuldade em minha vida, em que me senti terrivelmente sozinha. A aflição era tanta que me voltei para Deus, levantei os braços e clamei: “Senhor, porque me sinto sempre tão só? Tu prometeste suprir todas as minhas necessidades e preciso que removas esta solidão de dentro de mim”.
Pude comprovar a verdade das Escrituras quando afirmam que o ouvido de Deus não está “Tão surdo que não possa ouvir” (IS 59.1). No momento em que orei, senti nitidamente os braços de Deus envolvendo-me. O mais extraordinário é que, desde então, nunca mais me senti sozinha. Hoje em dia, considero qualquer sinal de solidão como um convite de Deus para passar tempo com ele. Sei que ele não é a causa desse sentimento, mas também não o ignora. Ele o vê e deseja preencher os vazios de meu coração com seu amor. Sempre que estendo meus braços para o Senhor, ele está por perto.
Davi cantou em um de seus salmos: “O Senhor está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam com sinceridade. Ele realiza os desejos daqueles que o temem; ouve-os gritar por socorro e os salva.” (SL 145.18-19). O desejo de Deus é que nós tenhamos a mesma confiança demonstrada pelo salmista e que levantemos a voz para proclamar a todos a nossa volta a grande bondade do nosso Pai Celestial.
Obrigada, Senhor, porque estás próximo de todos os que te invocam e satisfarás o desejo do coração daqueles que te temem. Obrigada porque ouves meus clamores e me salvas de toda fraqueza que poderia me afastar de teus planos para mim. Obrigada porque me livras da solidão sempre que me aproximo de ti.  (Stormie Omartian).

sábado, 8 de julho de 2017

"!Intervenção!"

O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta. [...]. Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice. (Salmo 23:1, 5).






Meu pai faleceu quando eu tinha apenas 6 anos, deixando também meus irmãos de 2 e 4 anos. Como cristã recém-convertida, minha mãe se recusou a seguir o costume africano de se tornar a segunda esposa do meu tio. Consequentemente, ela foi afastada da família do meu pai e forçada a procurar emprego na cidade. Meu tio, irmão do meu falecido pai, recusou-se a permitir que ela nos levasse junto.

Minha tia era uma mulher ríspida, de coração duro, que tratava meus irmãos e a mim como escravos. Durante a estação chuvosa, ela nos acordava à 1 hora da madrugada para que saíssemos e cuidássemos do jardim dela antes de irmos para a escola. Por volta dos 12 anos, eu era a cozinheira e arrumadeira de uma família composta por 9 pessoas – sem permissão para me queixar ou pedir ajuda. Quando mamãe vinha para uma visita, minha tia nunca nos permitia ficar a sós com ela, para que não lhe revelássemos nossa tribulação. No fim de cada visita, mamãe cantava e orava conosco. Isso causou uma forte impressão sobre mim. Meu hino favorito, que ela cantava, era “Mais de Cristo”. Toda vez que me sentia esmagada pelas circunstâncias dolorosas da vida, esse hino – e o Jesus sobre o qual cantávamos – se tornava o meu conforto.
Problemas políticos forçaram a família do meu tio a mudar para a cidade, permitindo que eu fosse por fim morar com minha mãe (embora não meus irmãos), enquanto meu tio pagava minhas despesas escolares. Minha tia achava que eu nunca seria alguém. Você pode imaginar sua consternação quando passei em todas as matérias, obtendo um certificado, enquanto a filha dela passou em apenas uma matéria. Furiosa, minha tia mandou dizer que logo me obrigaria a retornar para o trabalho no campo. Passei a noite toda clamando a Deus para que me libertasse daquela servidão. Na manhã seguinte, uma forte impressão da parte de Deus me levou a 60 quilômetros de distância, para uma escola, em busca de trabalho como professora de nutrição. Eu tinha apenas meu boletim. Das três candidatas na fila (as outras duas tinham certificados na mão), eu fui a contratada! Quando minha tia chegou para me levar de volta, ficou enraivecida ao saber que eu estava lecionando, a 60 quilômetros de distância. Que intervenção de Deus! Eu nunca mais estaria sob o controle dela.
Satanás tem mantido você em algum tipo de servidão ou “na presença” de algum inimigo? Jesus está com você nessa situação. Empenhe-se em conhecer realmente o Bom Pastor. No tempo dEle e por Seus meios, você experimentará uma intervenção, ao ungir Ele a sua cabeça com a genuína liberdade.
(                                                                                (Nokuthula Maphosa-Mutumhe).

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Um coração novo!

Darei a eles um coração não dividido e porei um novo espírito dentro deles; retirarei deles o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. (Ezequiel 11.19).




Muitas de nós experimentam a tentação de desviar-se espiritualmente. Coração e emoções podem ser muito enganosos, convencendo-nos facilmente de que desejamos o que outra pessoa possui, e não o que Deus planejou para nós. “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (Jr 17.9).
Há alguém, no entanto, que compreende quão emocionalmente fragmentado o coração pode vir a tornar-se, e ele prometeu dar-nos um coração inteiro. Deus promete que, ao lhe entregarmos o controle do coração, ele nos transformará de dentro para fora. Se você acha que não pode desistir desse hábito destrutivo, desses pensamentos impróprios, desse relacionamento ilícito, busque a Deus. Peça que lhe dê um coração não fragmentado. Deus é especialista em cirurgia espiritual de corações que se abrem para ele.
Deus também promete eliminar os corações de pedra. Você já experimentou tanta dor e trauma na vida que decidiu nunca mais deixar-se magoar desse modo? Quando convidamos o espírito de Deus a habitar em nós, ele acende a lareira do nosso coração, e esse fogo não pode ser apagado. Peça a Deus hoje que acenda esse fogo em seu coração de modo a queimar toda insensibilidade, e que ele o encha com seu amor.
ORAÇÃO
Querido Deus, peço que me enchas com o teu amor. Convido-te a tomar conta de minha mente e de minhas emoções, e que me ajudes a conceder-te o controle completo. Acende em mim uma chama de desejo por ti que nunca se apague. (Stormie Omartian).

terça-feira, 27 de junho de 2017

"Tenho um Pai!"

Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! (1 João 3:1).




Aos 19 anos de idade, eu trabalhava em uma escola rural. A caminho da fazenda dos meus pais, após o trabalho, meu carro ficou atolado na lama. Quanto mais eu tentava sair, mais o carro deslizava para perto da valeta. Peguei algumas pedras e tentei empurrá-las por baixo das rodas para haver tração. Inclusive suspendi o carro e criei uma ponte de paus e pedras sob as rodas. Às vezes eu notava um pouco de progresso, mas, depois de duas horas de trabalho duro, percebi que não conseguiria tirar o carro. O barro chegava até o eixo, a valeta estava mais perto e o buraco de lama na estrada se estendia para mais além.

Então, à luz que enfraquecia no entardecer, ouvi o som de um veículo que se aproximava. Por fim, alguém estava chegando. O auxílio era iminente. No alto da colina, apareceu um caminhão vermelho – o caminhão vermelho do meu pai! Fiquei em pé à margem da estrada, acenando ansiosamente para o meu herói – meu pai. O caminhão se aproximou, acelerou e se desviou do meu carro, mal conseguindo passar pela estradinha estreita. Depois, prosseguiu e desapareceu da vista na colina próxima. O som do motor sumiu gradualmente e morreu à distância. No meu coração, a esperança também sumiu e morreu. A escuridão caía e, agora, minhas lágrimas também.

Eu precisava de um pai, um pai que me ajudasse. Eu não conseguiria fazer aquilo sozinha. Enquanto voltava para meu carro, desalentada, lembrei-me de outras vezes nas quais senti que meu pai fora muito duro comigo. Como ele deixaria sua filha naquela desgraçada situação? Questionei até se ele me amava.

Depois de algum tempo, ouvi outro motor se aproximando. Olhei para a estrada e, no alto da colina, vinha um trator – um trator grande, forte, dirigido pelo meu pai, grande e forte.

– Não pude parar o caminhão – ele explicou – porque ele teria atolado também. – Então, acorrentou meu carro e o puxou para fora da lama.

Tenho outro pai que conhece minhas necessidades. Às vezes acho que Ele me deixa esperando por ajuda. Às vezes, até me pergunto se Ele não age de modo muito duro comigo. Às vezes, não entendo os caminhos dEle, e outras vezes até questiono o Seu amor por mim. Entretanto, a despeito das minhas dúvidas, Ele, por fim, sempre me tira do lamaçal. Eu sou Sua filha, e Ele me ama.

                                                                                                          (Shelley Agrey).

sábado, 24 de junho de 2017

Outra vez, não!


Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Mateus 7:7




Já passava da meia-noite, e eu tinha completado o trabalho relacionado com um projeto que apresentaria no dia seguinte. Então me lembrei de alguns documentos exigidos para fundamentar parte da apresentação. A escrivaninha estava coberta com várias pilhas de papéis, mas, lembrando-me exatamente em que pilha tinham sido colocados, semanas antes, os documentos necessários, passei a procurá-los confiantemente.

Sem sinal dos documentos naquela pilha, passei a examinar os papéis em todas as pilhas sobre a mesa. Nada. Onde poderiam estar? Comecei a ficar ansiosa. O tempo corria. Eu precisava dormir um pouco porque haveria um dia cheio diante de mim. Continuei, no entanto, a procurar. Aqueles que me conhecem estão bem cientes da minha impaciência e do meu aborrecimento quando não consigo encontrar as coisas. Detesto procurar alguma coisa; mas, se preciso, então vou procurar.

Por fim, fiz uma oração silenciosa na direção do Céu: Senhor, permite que eu veja os papéis. Voltei à pilha original, na qual tinha certeza de que eles haviam sido colocados. Cuidadosamente, olhei uma folha de cada vez. Não demorou muito, ali estavam os documentos “perdidos”! Dei um suspiro de alívio e de gratidão. Agora eu podia dormir.

Então me perguntei: Sou tão determinada e empenhada em buscar, diligentemente, encontrar e seguir o Caminho, quanto eu fui em procurar e encontrar aqueles documentos? Temo que, muitas vezes, dediquemos grande esforço, energia e tempo para alcançar metas e coisas temporais, materiais, efêmeras em detrimento das perenes. Desafortunadamente para nós, objetivos transitórios, com recompensa imediata, parecem mais atraentes do que aqueles que envolvem gratificação posterior – aquelas recompensas eternas que demandam esforço contínuo e um olhar decidido sobre o prêmio.

Talvez nossa visão não esteja treinada para olhar além, considerando a aparente distância daquilo que é celestial e eterno em relação à nossa mente mundana. Compete-nos orar pedindo guia, coragem e entendimento. Precisamos fixar nossas prioridades com sabedoria. Devemos investir na busca das coisas eternas tanto ou mais tempo e energia do que são dedicados às coisas transitórias, que passam com tanta rapidez.


                                                                                                            (Marion V. Clarke Martin)..

quinta-feira, 15 de junho de 2017

"Bem ou Mal?"

Quem procura o bem alcança favor, mas ao que corre atrás do mal, este lhe sobrevirá. (Prov. 11:27).



Quando era adolescente, gostava de  contemplar as águas correntes do rio. O Rio Rimac que desce das montanhas geladas do Peru e desemboca no Oceano Pacífico passa próximo do colégio onde estudava. Rimac significa Rio Falador. O nome era perfeito. É um rio barulhento, especialmente na época das chuvas, que arrasta muitas pedras. Gostava daquele barulho. Assim ninguém podia me ouvir quando lia poesias em voz alta, tentando aperfeiçoar a minha dicção.
Certo dia, retornando do rio descobri no galho de um velho “sauce”, um ninho de vespas. Subitamente subiu à minha mente a idéia de derrubar o ninho. O texto de hoje afirma: “quem procura o bem o alcança”. Aqui eu aprendi que quem corre atrás do mal, também o alcança. Derrubar aquele ninho de vespas, evidentemente, não era nenhum bem. Por inocente que parecesse a minha brincadeira, estava correndo atrás do mal.
Não foi fácil conseguir o meu objetivo. À medida que os dias passavam, o propósito das minhas idas ao rio já não era mais praticar a dicção e sim derrubar o ninho de vespas. Passava muito tempo jogando pedras. Até que em um fatídico dia, alcancei o que procurava. O ninho veio abaixo e em questão de segundos uma nuvem de vespas voava atrás de mim. A única saída foi jogar-me, com roupa, no rio e depois lutar com a correnteza para não ser levado pelas águas.
Salomão, tinha descrito centenas  de anos atrás o que me aconteceria. Eu não conhecia este provérbio e se o conhecia não lhe dei importância.  Graças a Deus,  o “mal” foi apenas um enxame de vespas me perseguindo.
Se você está vivo hoje está à procura de alguma coisa. A vida é uma procura permanente. Todos andamos em alguma direção e os que não andam retrocedem. A pergunta é:  para onde vai? Qual é a direção de sua caminhada? Procura o bem ou o mal? Está certo de que o caminho que você escolheu tem como propósito o bem? Isto é indispensável. Você não pode sair de casa hoje sem responder com honestidade a estas perguntas  porque “Quem procura o bem alcança favor, mas ao que corre atrás do mal, este lhe sobrevirá.”
Alejandro Bullón

segunda-feira, 5 de junho de 2017

"Cuide do seu lugar!"

 05/06/2017...Dia Mundial do meio ambiente... Todo cristão é também cidadão...Seja o exemplo!



domingo, 28 de maio de 2017

"Como mudar a natureza humana!"

“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo” (Ezequiel 36:26).








Nenhuma religião, por melhor que seja, pode transformar a natureza do ser humano. Essa é uma atribuição exclusiva de Cristo, mas Ele só fará isso se a pessoa deixar. Vamos ver se entendemos melhor esse fato, através da seguinte ilustração:
Malcolm Smith possuía um cãozinho chamado Fred. Ele era muito engraçadinho, mas tinha um defeito: adorava morder, só de brincadeira, as pernas de qualquer pessoa que passasse pela calçada. E as pernas mais apetitosas e que ele mais gostava de morder eram as do carteiro – geralmente as preferidas por todos os cachorros. Quando o carteiro se aproximava, Fred se preparava para a sua diversão predileta.
Mas o carteiro não sentia o mesmo prazer com essa brincadeira. E reclamou para os donos. Ou eles davam um jeito no cachorro ou ele não traria mais a correspondência.
A solução encontrada pelos donos foi comprar uma focinheira para o Fred – uma espécie de mordaça, em que o cachorro consegue latir, meio de boca fechada, um latido que mais parece um resmungo, mas não consegue morder.
Com a focinheira na boca de Fred, a paz voltou a reinar naquela rua. As pessoas já podiam caminhar pela calçada em segurança. Entretanto, embora Fred tivesse se tornado inofensivo, nada havia mudado nele. Todos os dias ele se sentava bem quietinho, na calçada, cobiçando as pernas dos pedestres, especialmente as do carteiro, mas sem poder fazer nada, porque a focinheira não deixava. Os donos haviam mudado o comportamento do animal, mas não a natureza dele.
Assim acontece também com a religião: ela pode mudar o comportamento social das pessoas, mas não a natureza delas. Para haver uma transformação real e completa é essencial a ação divina no coração. A Palavra de Deus nos diz: “Dar-vos-ei coração novo, e porei em vós espírito novo” (Ez 36:26).
Para mudar a natureza do homem é necessário mudar o seu interior, o coração, e isso só Deus pode fazer. Mas é importante repetir: Ele só fará isso se nós deixarmos. “O Espírito trabalha no coração do homem de acordo com o seu desejo e consentimento, nele implantando natureza nova” (Parábolas de Jesus, p. 411).
Cristianismo nada mais é do que convivência com Deus. O restante – boas obras, bom comportamento, testemunho, é tudo consequência. Façamos de Jesus o nosso Companheiro constante. Permitamos a operação do Espírito Santo em nossa vida e Ele implantará em nós a natureza divina. (Amilton Menezes).
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