quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

"Bom Perfume!"


Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo. 2 Coríntios 2:15, ARA

Algum tempo atrás, pesquisando sobre flores, descobri uma planta cujo nome é Dafne. Ela cresce como um arbusto arredondado, espesso e sempre verde, e dá flores pequenas, de variadas cores, como branco-cera, vermelho-vinho e rosa. Seu perfume é delicioso e inunda o ar à sua volta.
Dafne é um arbusto natural da China, de folhagem perene. No solo, alcança mais de um metro de altura. Suas flores crescem em cachos, nos extremos dos ramos. E é uma das espécies mais fragrantes do reino vegetal. A florada ocorre no inverno.
O que me chamou mais atenção, ao ler sobre essa planta, é que ela exala um perfume inigualável, mesmo quando está sendo cortada, tendo seus galhos arrancados, ou quando ela está morrendo. Essa característica singular me fez refletir sobre que tipo de aroma tenho eu exalado em meu dia a dia.
Muitas vezes, é fácil ter um sorriso no rosto, ser agradável quando tudo está bem, quando se tem o emprego dos sonhos, quando o amor é correspondido pelo marido e filhos, quando se mora em um lugar bonito e numa casa boa... No entanto, e se essa não for a realidade de sua vida?
Será que o marido, filhos, familiares e amigos conseguem sentir o aroma suave das palavras amáveis, doces e carinhosas, do olhar de bondade, perdoador, das atitudes gentis?
Quando não estou me sentindo bem, que tipo de atmosfera me cerca? Exalo um fragrante aroma ou um cheiro desagradável? Fico irritada e irascível ou sou como a Dafne que, apesar de enferma e morrendo, perfuma o ambiente ao redor de si?
Todas nós, por meio da graça de Cristo, temos ao nosso alcance as qualidades do perdão, da bondade, da misericórdia, da compreensão. Para torná-las vivas em nosso dia a dia, necessitamos do bom perfume de Cristo.
Deus tem um propósito para cada pessoa, em cada lugar. Procure encontrar o que há de bom em cada lugar, e antecipe os melhores pensamentos acerca de cada pessoa que se aproxima de você.
Seja o perfume suave de Cristo neste dia e, com certeza, você será mais feliz. Você pode ser um instrumento de felicidade na vida das pessoas que estão à sua volta.
Wiliane Steiner Marroni

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

"ELE é tudo o que tenho!"

Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus. (Romanos 8:1).



Jesus é tudo o que eu tenho. Gosto de repetir para mim mesma essa frase, para que eu nunca me engane. Ele é tudo, absolutamente tudo o que eu tenho. Quando conheci o evangelho na adolescência, eu já havia transitado por diversas crenças. Procurei a Deus nos livros e ajoelhada perante imagens com olhares piedosos enquanto rezava um terço. Busquei-O nos pensamentos de alguns filósofos e nos ensinos orientais sobre as boas ações e a paz interior. Eu era extremamente sincera. E quanto mais devota, mais sedenta. E não foi diferente quando conheci a igreja. Aprendi sobre Deus e a Sua lei. Todavia, mesmo deixando de lado muitas crenças do passado, ainda acreditava que para receber a salvação precisava apenas ser boa o suficiente. Mais uma vez, eu estava sinceramente enganada. Tudo o que ganhei foi frustração e a certeza do quanto sou indigna, impotente diante do pecado e completamente imperfeita. Assim como a mulher junto ao poço de Jacó, foi ao reconhecer isso que senti a necessidade real de um Salvador. Ellen White escreve: “Aquele que revela à alma suas necessidades, está à espera, para lhe saciar a fome e a sede. Falharão todo recurso e dependência humanos. As cisternas esvaziar-se-ão, os poços se hão de secar; nosso Redentor, porém, é uma fonte inesgotável” (O Desejado de Todas as Nações, p. 187). Não é o dízimo que eu devolvo que me salva, muito menos ir à igreja todo sábado. Não são as roupas que visto ou um trabalho missionário que me livra da morte como meu destino eterno. Nada do que eu possa fazer, ter ou ser pode me salvar, mas Jesus e apenas Jesus. Fui salva pela entrega completa e voluntária do meu Salvador. O sangue que escorreu naquela cruz sem polimento foi mais que suficiente para pagar pela minha insuficiência. Pela fé em Jesus, mesmo sem ser justa, sou justificada, limpa, purificada, renovada, glorificada. Pela fé em Jesus, tenho nova chance e nova vida. A voz que pronunciou: “Está consumado!” (João 19:30) quebrou meus grilhões, rasgou as inscrições da minha condenação; porém, somente se eu estiver nEle. Por isso, Ele não é apenas tudo o que eu preciso. Jesus Cristo é tudo o que eu tenho.

Gabriella Weiss

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

"Sob as asas do Pai!"

Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, Eu não Me esquecerei de você! (Isaías 49:15).




Creio que o amor humano mais forte que conhecemos é o de uma mãe para com o seu filho. As mamães protegem seus filhos, cuidam e zelam deles. Em princípio, o amor de uma mãe não acaba. Dentre os animais, provavelmente a galinha seja aquela que tem as características que melhor representam o amor de mãe. Ao escrever este devocional, me inspiro observando o cuidado de uma galinha com sete pintinhos que nasceram há doze dias no quintal de casa. A galinha emite um som quando ela quer proteger seus filhotes, e eles entram correndo debaixo das asas dela em busca de aconchego e proteção. Com frequência, Jesus usou metáforas, uma linguagem bem humana, para expressar temas importantes que fossem compreendidos por todos. Em Mateus 23:37, temos um desses exemplos, quando lemos o lamento de Jesus ao dizer: “Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes Eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram.” Foram duas ocasiões muito solenes quando Jesus chorou. Primeiro, diante do sepulcro do seu amigo Lázaro, morto havia quatro dias. E Ele chorou quando sentiu, no mais íntimo do ser, a incredulidade das pessoas de Jerusalém. Hoje, Jesus chora pela situação triste e ímpia deste mundo perdido. Como é grande o amor de Jesus pela humanidade! Deus sempre Se preocupa com a nossa salvação. Ele Se importa conosco o tempo todo. Deseja abrir Seus braços e acolher a todos. Portanto, nunca vá para longe das asas de Deus. Ainda que você caia, volte-se para Ele, com arrependimento e confissão sincera. O sorriso de Deus sempre se abre para aquele que, com submissão, volta-se para Ele. Em breve, Jesus voltará e, como a galinha que junta os pintinhos embaixo de suas asas, Ele abrirá os braços e as portas da Nova Jerusalém para abrigar os salvos que passarão a eternidade abrigados pelo amor do Pai.

Mirian V. Bertazzo 




quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

"Você é o convidado de honra!"

O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.Apocalipse 22:17 –


 Arte, música e literatura refletem a permanente insatisfação humana com o estado de coisas que nos cercam. Sentimo-nos desajustados e infelizes no convívio com a enfermidade, morte, falta de sentido, separações, injustiças, insegurança, perplexidades e absurdos inexplicáveis que aparecem no cardápio daquilo que nos é servido no planeta Terra. Encontraremos, afinal, a paz e a felicidade que tanto buscamos?
Faz alguns anos, tive a oportunidade de servir como líder de jovens adventistas para alguns estados do Brasil. Na época, utilizamos um folheto missionário, no formato de um convite, impresso em papel de linho e em letras de estilo gótico. O belíssimo e comovente texto, escrito pelo pastor Assad Bechara, dizia o seguinte:
Você é convidado de honra para o casamento do Príncipe Herdeiro, Sua Majestade, Rei do Universo, e Sua noiva, a Igreja, no castelo real, Nova Jerusalém, no Céu.
O Noivo foi preparar lugar para os convidados (João 14:1-5).
A cerimônia terá início logo após Sua volta para a festa dos séculos (Apocalipse 19:6-9).
Hospedagem em palácio. Traje, transporte e extras fornecidos gratuitamente. Reserva e informações nas igrejas adventistas do sétimo dia. Confirme sua presença com urgência.
O convite continua de pé e inclui você. De fato, ninguém é excluído, exceto aqueles que resolvem se excluir. O plano divino prevalecerá afinal, estabelecendo o reino perfeito para os santos do Altíssimo. Estou fazendo sérios planos para estar presente na “festa dos séculos”. Encontro você lá! Amim Rodor-( Meditação Diária).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

"Um centavo por meus pensamentos!"

Bem Aventurados os que choram, porque serão consolados! (Mt. 5:4).
                                           
Depois de uma visita natalina, meu pai continuou a viagem para passar algum tempo com outros familiares, antes de voltar para sua casa, em Michigan. Uma pista escorregadia, bem depois da meia-noite, apenas quatro dias após o Natal, acabou sendo o último trecho de estrada que aquele homem maravilhoso percorreria na Terra. Vinte anos depois, a lembrança ainda é difícil. Mas Deus veio em meu resgate rapidamente, e de um modo tão personalizado com relação às minhas necessidades particulares, que sinto alguma alegria ao recordar essa porção daqueles dias cheios de pesar.
Todos os dias, caminho um quilômetro e meio até o local de trabalho, e de volta para casa. Enquanto caminhava, eu procurava pensar em qualquer coisa para evitar pensar em meu pai, mas ele aparecia em minha mente, causando profunda tristeza. Eu me vi questionando Deus acerca da condição de meu pai por ocasião de sua morte – estariam as coisas acertadas entre ele e Deus? Então meu querido Pai celeste começou a falar comigo usando a linguagem das moedas. A princípio não fazia sentido, mas, centavo por centavo, comecei a reconhecer a amorosa presença de Deus. Toda vez que me surgiam perguntas sobre o preparo de meu pai para morrer, eu via uma moedinha no chão. Cada uma era, para mim, a confirmação imediata de Deus de que eu não precisava me preocupar.
Nunca me esquecerei de uma ocasião mais recente, quando Deus me mostrou uma moeda diante de meus pensamentos, algo que me levou a ficar, literalmente, de queixo caído. Ajoelhada junto à cama no escuro, eu pensava num rapaz que eu conhecera e que havia sido vítima de homicídio. Eu me vi questionando a sua condição diante de Deus no momento da morte, e fiquei extremamente aflita.
Lembrando-me do meu pai, comecei a orar para que o rapaz, que estava voltando para Deus, estivesse repousando seguro em Jesus, e anelava uma moeda de Deus para confirmar isso. Mas não podia haver moedas no chão onde eu estava ajoelhada – podia? Enquanto procurava sobre o carpete, fui rudemente interrompida por um pensamento totalmente desconectado de minha preocupação imediata. Minha vizinha surgiu em minha mente. Por que estou pensando nela? Tentei voltar aos tristes pensamentos, mas Eliane estava de novo em minha cabeça, desta vez com seu cachorrinho gordo. Suspirei, incomodada, mas então, de imediato, louvei ao Senhor por Seu milagre. Ele havia realmente arranjado uma moeda para mim. O cachorrinho gordo? Seu nome era Penny [centavo]!
(Christine B. Nelson).

sábado, 27 de dezembro de 2014

"Transação Consumada!"


E disse a Jesus: Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu reino. Lucas 23:42, ARC

Os leilões norte-americanos são, no mínimo, um espetáculo. Digo isso porque nunca vi um no Brasil. Estive, contudo, em um deles em Michigan, a convite de um amigo, vendedor de carros usados. A cantilena na voz do leiloeiro é algo de impressionar. Além de estar atento às mudanças do preço, você precisa ficar absolutamente imóvel, fui advertido. Um leve sinal com a mão, coçar a cabeça, uma sutil contração da face, imperceptíveis a olhos ignorantes, ao olhar aguçado do leiloeiro podem significar uma oferta ou a aceitação da proposta, que o levará a proclamar a aquisição: "Vendido." Seria Deus assim?
As Escrituras apresentam quadros de pessoas alcançadas pela graça em condições absolutamente estarrecedoras. Observe o homem na cruz da direita. Quase nada sabemos sobre "Dimas", o "bom ladrão", assim chamado pela tradição. Seu mundo está se desfazendo, e ele afundando na penumbra de um horizonte sombrio. A última linha está sendo tragicamente escrita. Os ponteiros do relógio avançam para o instante final. Então acontece! É apenas um relance da visão periférica. Singularmente ele percebe Jesus, companheiro da mesma cena. Suas palavras são quase um sopro, uma respiração ofegante: "Jesus, lembra-Te de mim." E só uma frase de aceitação no universo de todas as outras escolhas erróneas. Mas nela se concentra a atenção dAquele cujo maior negócio é encontrar sinais de interesse, mesmo os mais tímidos. Nada Lhe passa despercebido. Nesse instante, o Calvário se converte num tanque batismal. "Oferta aceita", brada o "divino Leiloeiro". Apenas um olhar transversal. Apenas uma curta frase. Curtíssima no aramaico. Quase inaudível. Mas suficiente para a proclamação de que a "transação está consumada".
Você se ofende com a graça ou exulta e bate palmas eufóricas para ela? A graça de Deus é absurda para nós, acostumados com a noção de "justiça" vinda da jurisprudência humana. A graça de Deus é surpreendente. Quase podemos ver Jesus, ainda hoje, inclinado sobre enfermos, nos instantes finais, atento ao mínimo sinal de aceitação. Apenas um dedo levantado na direção do Céu, um olhar para Ele. Podemos quase ouvir Sua proclamação, como diz meu amigo Dwight Nelson: "Vendido para Meu filho, nessa cama de hospital." (Amin Rodor).

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

"Opção pelos mais necessitados!"


O que oprime ao pobre insulta Aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado. (Provérbios 14:31).

Escrevi minha tese doutoral sobre a Teologia da Libertação e sua relação com os pobres. Esse foi um movimento teológico forte da década de 1960 à década de 1980. O caráter político dos discursos dos teólogos da libertação chegava a advogar a luta de classes como única forma de mudança social. Para eles, a teologia deve assumir uma “opção preferencial pelos pobres”, contrariando a teologia tradicional que sempre tomou o partido da classe dominante. Apesar das inconsistências da Teologia da Libertação, concluí que havia nela verdades inegáveis.
Seria engano pensar que os pobres estão do lado de Deus simplesmente por serem pobres. Mas, sem dúvida, o Deus das Escrituras Sagradas está do lado dos necessitados e nos convoca ao serviço em favor deles. Jesus, segundo Seu sermão apresentado em Lucas 4:16-30, veio como libertador dos pobres e opressos. Tradicionalmente, essa referência tem sido “espiritualizada”. Jesus Cristo, porém, legou a Seus seguidores um inegável exemplo de solidariedade aos necessitados. Os pobres realmente estão na tela de Seu radar como prioridade de atenção e serviço.
Viv Grigg, da Nova Zelândia, sentiu-se compelido pela solidariedade de Jesus em relação aos necessitados. Foi identificar-se com os pobres nas favelas de Manila, nas Filipinas. Uma noite, sob o teto precário onde morava, Viv copiou, à mão, em pequenos cartões, cada verso da Bíblia que trata do interesse de Deus pelos pobres. Identificou 245 referências, que passaram a acompanhá-lo como incentivo à meditação. Escreveu depois o livro Companion to the Poor (Na Companhia dos Pobres), com uma provocadora observação: “Onde Jesus é encontrado e conhecido hoje? Para encontrá-Lo devemos ir onde Ele está. […] Tal busca invariavelmente nos levará ao coração da pobreza, pois Jesus sempre vai ao ponto da mais profunda necessidade. Onde está o sofrimento, Ele estará cuidando das feridas. Sua compaixão eternamente O conduz às necessidades humanas.”
Lembrei-me então de um texto de Ellen White que diz algo assim: “Para andar nos passos de Jesus, não precisamos ir à Palestina. Nós O encontramos junto ao leito dos enfermos e nas favelas onde está o sofrimento humano. Aí encontramos Suas pegadas, e O seguimos” (ver “Este Dia Com Deus”- Meditação Matinal 1980, p. 66).  Amin Rodor.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

"Atração Fatal!"


É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. Lucas 18:25

Na sociedade capitalista, o dinheiro é visto apenas como um meio de troca. Jesus, contudo, usou o termo aramaico Mamon para descrevê-lo. Dessa forma, Ele o personificou, tratando o dinheiro como uma divindade. Para o Senhor, Mamon de fato é um deus contrafeito, em oposição ao Deus verdadeiro. O que Jesus revela é que o dinheiro é um poder tão forte que a maioria chega a considerá-lo capaz de fazer aquilo que apenas Deus pode fazer. O dinheiro exerce uma força espiritual, e sua relação com as pessoas é descrita em termos de “senhor e servo”. Para multidões, o dinheiro é o único relacionamento sério. Tudo o mais – amor, justiça, sabedoria e vida – não passa de palavras, conceitos, abstrações.
Pelo dinheiro, as pessoas chegam a se matar trabalhando, alienando-se daqueles a quem amam e por quem são amadas. A sociedade cuidadosamente treina as pessoas, persuadindo-as a trabalhar muito para comprar coisas para seus queridos. É como se dissessem: “As coisas expressam nosso amor melhor do que nossa mera presença.”
Que o dinheiro é um poder espiritual, não há dúvida. Muitos creem que, se o possuírem, todos os problemas estarão resolvidos. Nenhum outro conceito está mais arraigado no psiquismo humano. Se você desejar lutar contra a obesidade, dependência do álcool, tabagismo, drogas ou sexo disfuncional, encontrará ajuda para vencer essas dependências. Mas não existe nenhuma ajuda contra a ganância. O dinheiro é promovido de todas as formas, como se o valor pessoal dependesse dele. As pessoas se sentem orgulhosas de sua busca por mais dinheiro. Pais instigam seus filhos desde cedo a lutarem por ele, e a ganância é vista como virtude, estimulada e aplaudida.
Jesus conclui Seu diálogo com o jovem rico (Lc 18:16-30), que se afasta triste, com o texto de hoje sobre o camelo passar no fundo da agulha. Na Idade Média, muitas interpretações tentaram diluir a força dessa afirmação. Jesus, contudo, literalmente utiliza o maior animal e o menor orifício conhecidos na Palestina para ilustrar a realidade do obstáculo. Esse é o tamanho da dificuldade. Por quê? O dinheiro tende a tornar Deus desnecessário. Impossível que o rico entre no reino? Não! No capítulo seguinte, em Lucas 19, lemos a respeito de Zaqueu, o rico convertido de sua idolatria e contrafação. Como Zaqueu, faça de Cristo o Senhor de sua vida.    (Amin Rodor).

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

"O Dom de preencher lacunas!"



Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de Mim. (Ezequiel 22:30).

Eu havia começado a trabalhar como terapeuta familiar voluntária para Charis, um centro de aconselhamento cristão numa cidade minúscula, com dificuldades econômicas em Fife, Escócia.

O grupo de oração havia me convidado para uma noite na qual orariam por mim e pediriam a Deus que abençoasse meu ministério. No dia da reunião de oração, estive ocupada, e já estávamos atrasados. Eu me sentia cansada, estressada e frustrada. Enquanto nos dirigíamos para lá, eu reclamava porque achava que tudo o que sempre fiz foi preencher lacunas. Geralmente, eu me sentia feliz fazendo isso. Mas, de algum modo, minha identidade sentia-se perdida no rótulo “preenchedora de lacunas”, como se eu fosse algum tipo de produto de manutenção doméstica.

O grupo de oração estivera orando especificamente por mim antes da reunião. “Sei que isso parece um pouco engraçado”, disse uma das mulheres, “mas acho que Deus está chamando você para preencher espaços.” Isso é interessante... Ela continuou: “Talvez porque, sem alguém para tapar as brechas, as coisas desmoronam.” Olhei para as velhas paredes do prédio, nas quais pedras escocesas irregulares haviam sido cuidadosamente empilhadas. Não havia possibilidade de serem encaixadas meticulosamente para deixar de fora os ventos e o clima rigoroso, de modo que os pedreiros haviam inserido argamassa com todo o cuidado entre as pedras para deixar a construção sólida, forte e aquecida. Olhei para uma pequena cruz de madeira sobre a mesa. Sim, Jesus também havia sido um impressionante preenchedor de lacunas: Ele preencheu o espaço entre a Terra e o Céu, a morte e a vida.

As atividades relacionadas com o preenchimento de brechas, em sua maioria, não são de natureza corajosa, dramática ou heroica. Um lanche para uma família enlutada. Uma toalha de mesa recém-lavada. Uma sacolinha de escovas de dente para um projeto local voltado a pessoas sem-teto. A leitura de um texto das Escrituras. Um prato para o junta-panelas. Quem sabe algumas palavras de amizade e estímulo. Uma singela oração. Mas, embora o preenchimento de brechas seja invisível, também é essencial, e precisa de pessoas que sejam suficientemente flexíveis para preencher as lacunas de diferentes formatos – assim como a argamassa numa parede de pedras.
Eu me pergunto se existe o dom espiritual do preenchimento de lacunas, designado para aquelas, entre nós, que fazem esse tipo de trabalho. É possível que Jesus dissesse: “Bem-aventurados os preenchedores de lacunas, pois eles impedem que as coisas desmoronem.” Que brecha está Deus chamando você a preencher hoje?

Karen Holford

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

"As flores da orquídea!"

Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nEle, enraizados e edificados nEle, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão. Colossenses 2:6, 7

Eu tirava o pó do parapeito da janela em nosso recanto do desjejum, numa manhã de novembro, quando o vi pela primeira vez. Era o maior entre dez pequenos botões na base da haste frágil, semelhante a um caniço, que havia brotado da orquídea dendróbio que minha amiga me havia dado no ano anterior. Lembrei-me de que ela a havia transplantado para um vaso novo em fevereiro. E, pela reação da pequena planta, aquele lugar era perfeito – uma área bastante seca, com iluminação indireta e circulação adequada de ar. Era o quadro de uma promessa. Eu me perguntei por que não havíamos visto os botões antes. Afinal, nossa janela, que tem vista para o campo de golfe, era algo através do qual olhávamos todos os dias.
Uma semana depois, ficamos ainda mais encantados, quando pétalas de um branco puro se transformavam numa flor perfeita. No dia seguinte, as pétalas receberam seu acabamento intensamente roxo, típico desse tipo de orquídea. O desjejum se tornou uma ocasião emocionante, enquanto investigávamos se havia algum desdobramento novo. Às vezes, outro botão se abria; às vezes, a cor das flores mudava. Por fim, fizemos o jogo das bênçãos com nossa expectativa, e acrescentávamos bênçãos novas à medida que cada botão desabrochava. Certa manhã, comentei: “Fico feliz porque a orquídea floriu de novo, mas fico ainda mais feliz porque Jesus virá outra vez.”
Outra manhã, minha filha louvou a Deus pela beleza da interação entre luz e escuridão – as cores branca e roxa da orquídea – ao jornadearmos pela vida, sabendo que Deus está no comando de Seu povo.
Ao pensar na bela orquídea, percebi que, para mim, havia várias lições espirituais naquela experiência. Há por todo lado bênçãos que não tomamos tempo para notar, pelas quais devemos dar graças a Deus. Devemos viver a vida à procura das bênçãos que Ele coloca em nosso caminho. Quando Deus está no controle, tudo representa uma promessa.
A orquídea transplantada também me faz lembrar de que todo lugar para onde Deus nos envia é o lugar perfeito. O que fazemos com cada momento é significativo. Nossa vida pode ser um sermão que o mundo ouvirá, mesmo que raramente digamos uma palavra. Assim como a encantadora cor da orquídea encheu a sala de beleza, a gratidão para com nosso generoso Criador permeará nossa vida.
Carol J. Greene
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